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História Sem Fim
Livro: Stuttgart, 1979Filme: 1984Os dois mundos

Capítulo II · Letra B

A missão de Atreyu

em longe da Torre de Marfim, no Oceano de Relva, o centauro Cairon entrega o AURYN a um menino caçador: Atreyu, o escolhido da Imperatriz.

A Torre de Marfim

O capítulo II leva o leitor à Torre de Marfim, o centro de Fantasia. Mensageiros de todas as partes do reino chegaram com notícias do Nada, e ao mesmo tempo descobriu-se que a Imperatriz Criança está gravemente doente. Os melhores médicos de Fantasia foram chamados para examiná-la.

Nenhum deles consegue descobrir a doença. Discutem, trocam teorias e não chegam a lugar nenhum. O mais respeitado entre eles é Cairon, um velho centauro negro. É a ele que a Imperatriz confia uma missão: levar o AURYN, o medalhão dela, a um herói chamado Atreyu, que deverá partir em busca da cura.

Cairon explica o que significa o medalhão. Quem o usa age em nome da Imperatriz e deve ser respeitado por todos os seres de Fantasia como se fosse ela.

A viagem de Cairon

Atreyu vive longe dali, no Oceano de Relva, uma planície imensa coberta de capim alto. Cairon atravessa a distância a galope, sem descanso, e chega ao acampamento dos Peles-Verdes, o povo de caçadores a que Atreyu pertence, à beira da exaustão.

Os Peles-Verdes cuidam do centauro e o levam até o herói. E aqui acontece a surpresa: Atreyu é um menino, mais ou menos da idade de Bastian. Cairon esperava um guerreiro experiente e fica desconcertado. Chega a duvidar de que tenha encontrado a pessoa certa. Mas cumpre a ordem e entrega o AURYN.

A missão

Cairon explica a Atreyu o que precisa ser feito: descobrir a causa da doença da Imperatriz e encontrar a cura antes que o Nada engula o reino inteiro. Ninguém sabe onde procurar, nem quanto tempo resta.

Atreyu aceita. Monta em seu cavalo, Artax, e parte sem saber para onde vai.

Por que um menino?

O capítulo planta uma pergunta que o livro só responde mais tarde: por que a Imperatriz escolheria uma criança? A escolha diz algo sobre o que a história valoriza. A missão não exige força nem experiência, e sim coragem, inocência e a capacidade de seguir em frente sem saber o fim. São qualidades que Bastian, lendo no sótão, também vai precisar descobrir em si mesmo.

No conjunto do livro

Na estrutura do livro, o capítulo II faz a ponte entre o alarme geral do capítulo I e a jornada individual que domina os capítulos seguintes. O reino inteiro está em perigo, mas a resposta vai depender de uma única pessoa, e pequena. É um padrão que se repete na história inteira: as grandes crises de Fantasia são resolvidas por gestos individuais, de quem decide se importar. Com Atreyu partindo, o livro troca o panorama pelo caminho de um herói.

Com Bastian, no sótão

Bastian se identifica de imediato com Atreyu. Os dois têm quase a mesma idade, mas Atreyu é tudo o que Bastian gostaria de ser: corajoso, ágil, respeitado. Bastian imagina como seria estar no lugar dele. Essa admiração é o primeiro fio que liga os dois meninos, e vai se tornar, muito mais tarde, o centro da segunda metade do livro.