Artefato · Fantasia
Sikanda
Também conhecido como: Sikanda · A espada de Bastian
A espada que Bastian recebe no reino de Graógraman. Ela só pode sair da bainha por vontade própria, nunca pela mão de quem a carrega.
Sikanda é a espada mágica que Bastian recebe no reino do leão Graógraman, no deserto de Goab. À primeira vista, parece uma espada velha e sem valor, mas é uma das armas mais poderosas de Fantasia.
A regra da espada
Sikanda tem uma regra que define tudo. Ela não pode ser sacada pela vontade de quem a carrega. Quando é necessária, salta da bainha sozinha e luta por conta própria, guiando a mão do dono. Se alguém a tirar à força, por vontade própria, a espada se torna perigosa e traz desgraça.
É uma ideia típica de Ende: a arma mais forte é a que não obedece à vaidade de quem a usa. Sikanda age quando é justo agir, e não quando o portador quer se exibir.
Com Bastian
Durante boa parte da jornada, Bastian respeita a regra. A espada o protege e luta por ele em momentos de perigo, e sua fama de herói cresce em Fantasia.
Mas, à medida que os desejos apagam suas lembranças e a vaidade cresce, Bastian se torna cada vez mais impaciente. Na batalha pela Torre de Marfim, ele saca Sikanda por vontade própria, desrespeitando a regra. É com ela que ele fere Atreyu, seu melhor amigo. É o momento mais sombrio da jornada de Bastian, e a espada é o instrumento da queda.
O que a espada representa
Sikanda funciona como um termômetro moral. Enquanto Bastian deixa que ela decida, ele age bem. Quando passa a decidir por ela, movido pelo orgulho e pela raiva, causa um mal que não queria causar. É uma das imagens mais claras do livro sobre poder e responsabilidade.
Sikanda não aparece no filme de 1984, que termina antes da segunda metade da história.